Ao Amigo Miguel.
De que é feito Miguelito,
De aço reforçado em bronze amargo?
De flúor incandescente que ninguém suprime, vigilante até mesmo no caos?
Feito da força muscular de mil sóis, despido de dó ou dolo, de choro ou travo?
Será do amargor do erro ou da prepotência do acerto, da fungível alteridade terrena ou da constante crepuscular de um adeus sem ais, da mortalidade de um amor inexistente?
Vejo-o andando tranqüilo, na quietude dos seres sem-problema, sem nada a magoá-lo, atormentá-lo ou feri-lo, contínuo, afável, crítico e solícito...
Vejo-o sem frangalhos, rebotalhos, sem as marcas dos seres invisíveis ou dos seres incuráveis...
Ah meu amigo Miguelito,
Ele é feito de gente, ele é gente feita de vida, que se entrega na instância real e finalística do bem-querer...
Este amigo Miguel, nosso irmão, repousa solitário ou multidão, no peito sincero daqueles que se respeitam e realmente gostam sem nenhum senão.
sexta-feira, 12 de dezembro de 2008
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